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Paixão pelo Nordeste e pela Análise do Comportamento
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Escrito por Paulo Abreu   
Seg, 01 de Novembro de 2010 09:18

 

Nos últimos anos viemos assistindo ao crescimento gradativo da influência e impacto da ciência comportamental na região Nordeste. Um reflexo disso será a realização em 2011 do XX Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental e I Encontro Sul-Americano de Análise do Comportamento na cidade de Salvador. Para os colegas nordestinos será um verdadeiro privilégio sediar o tão esperado aniversário de 20 anos da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC). Acompanhe essa história na entrevista com  Angelo Sampaio, Ariene Coelho e João Ilo!
 
 
A diretoria da ABPMC afirmou em nota que realizar o encontro nacional no Nordeste é um antigo desejo da comunidade. Pelo momento histórico, torna-se relevante uma retrospectiva do bom trabalho produzido na região, de modo a apresentar, para quem ainda não conhece, seus congressos e projetos. Pensando nisso entrevistamos João Ilo Coelho Barbosa, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Angelo Augusto Silva Sampaio, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e Ariene Coelho Souza, baiana, doutoranda em Psicologia Experimental (USP). A ideia partiu de uma conversa no último congresso da ABPMC em Campos do Jordão, sendo recebida entusiasticamente por todos. 

 
 
1. Em linhas breves, vocês poderiam descrever como foi a fundação da Análise do Comportamento/Behaviorismo Radical nas suas cidades.

Angelo: Eu nasci, me criei e me formei em Salvador-BA, então vou começar falando dela. Uma pessoa central para a fundação e a manutenção da Análise do Comportamento (AC) em Salvador e na Bahia é a Profa. Mercêdes Cunha C. de Carvalho. Ela foi fundadora do primeiro curso de Psicologia da Bahia, o da UFBA, em 1968 ela articulou a construção do seu Laboratório de Psicologia Experimental, com a colaboração da Profa. Carolina Bori e do Prof. Mário Guidi. Então, desde a fundação do curso da UFBA, alguns professores de AC sempre estiveram por lá. Mas a AC nunca se expandiu muito – nem na UFBA nem para fora dela – até 1998. Nesse ano, novamente com a participação da Profa. Mercedes Carvalho, criou-se o segundo (até onde sei) curso de Psicologia da Bahia, o da Faculdade Ruy Barbosa. Esse curso já começou com um bom número de analistas do comportamento e sua grade curricular tinha muita AC. Inevitavelmente, muitos analistas do comportamento se formaram ali. Depois, com outros cursos em faculdades particulares, a AC foi se espalhando ainda mais. Hoje, estou morando e trabalhando em Petrolina-PE e em Juazeiro-BA. Aqui, a AC também surge com a fundação do primeiro curso de Psicologia, o da UNIVASF, em 2005. O Prof. Christian Vichi foi um dos primeiros professores da UNVIASF, garantiu o espaço da AC no currículo e criou o nosso Laboratório de Análise Experimental do Comportamento. Em 2008, chegou aqui a Profa. Mariana R. de Souza; e, em 2009, este que vos escreve.

Ariene: Esta história ainda precisa ser melhor resgatada, tenho andado fazendo umas pesquisas a respeito... Mas como Angelo disse, a Professora Mercedes Carvalho foi uma figura importante nas bases da AC em Salvador (na verdade, na psicologia por lá!). Em 1979 Ana Lúcia Ulian chegou na Bahia e passou a dar aula na UFBA, juntamente com o professor Ildenor Mascarenhas. Eu fui aluna, dos alunos destes professores. Os colegas da minha geração tem dado uma grande contribuição para o fortalecimento da área por lá. Foram muitos os que se espalharam pelo Brasil (e até mesmo fora dele!) em busca da formação acadêmica e foram para UFPA, PUC-SP, USP, UFSCar... muitos voltaram pra Salvador e agora ensinam e movimentam os eventos em Análise do Comportamento na cidade.

João: Em 1990, após minha graduação na PUCCAMP e ainda no período de Mestrado na USP retornei a Fortaleza. Os professores Lincoln Gimenes, José Maria e Sandra Eli, com formação em Análise do Comportamento, foram pioneiros na Universidade Federal do Ceará (UFC), tendo o professor Lincoln fundado o laboratório de Psicologia experimental da UFC, em 1977. Ainda em 1990 fui convidado para dar aula de Análise Experimental do Comportamento na Universidade de Fortaleza, e em 1993 passei em concurso para a Universidade Federal do Ceará. Neste mesmo ano organizei um primeiro Encontro Cearense de Análise do Comportamento (ECEAC), com a participação do professor Marcos Rogério da Costa, de João Pessoa. A partir de então, anualmente organizávamos o ECEAC, tendo convidado vários analistas do comportamento de outras regiões a virem participar do nosso evento científico.

 
 
2. Quais têm sido algumas linhas de pesquisa desenvolvidas nas universidades?

Angelo: Um problema com a AC na Bahia é que, até onde eu saiba, até recentemente não havia nenhuma linha de pesquisa efetiva nas universidades. Havia e há algumas pesquisas – e pouquíssimas publicações –, mas não uma linha de pesquisa mesmo. Esta aí uma coisa que precisamos mudar... Aqui na UNIVASF, estamos começando a fazer algumas pesquisas que esperamos que se tornem linhas de pesquisa: Christian e eu trabalhando com práticas culturais, metacontingências e avaliação de programas sociais; e Mariana com ensino de habilidades para crianças, principalmente com desenvolvimento atípico e com interesse também em consumo de drogas.

Ariene: Eu torço pelos colegas que estão desbravando o campo na Bahia. Vejo com muito entusiasmo o trabalho de Ângelo e Mariana na UNIVASF. A realidade em Salvador é que ainda não temos em nenhuma faculdade uma linha de pesquisa em Análise do Comportamento que forme mestres e doutores. Mas apesar de não haver (ainda) esta formação, temos muito bons profissionais, que foram buscar estas formações nos grandes centros de pesquisa do país e que voltaram e hoje estão ensinando nas faculdades e abrindo espaço pra AC por lá. Fico muito feliz quando vejo que os profissionais de lá estão se movimentando e conquistando cada vez mais espaço para a Análise do Comportamento! 
 

João
: Como ainda não dispomos de analistas do comportamento em programas de pós-graduação, a pesquisa ainda não tem tradição nas universidades cearenses. Em disciplinas de graduação voltadas para a pesquisa ou na participação de projetos de pesquisa individuais, alguns aspectos da terapia analítico-comportamental já foram estudados e trabalhos de conclusão de curso e monografias já trataram de diversos temas conceituais e empíricos, nas áreas de clínica, saúde e organizacional. Contudo, este é o ponto fraco do desenvolvimento da Análise do Comportamento em Fortaleza. Com o retorno de mestrandos e doutorandos, espera-se que esse quadro seja alterado em mais alguns anos.
 
 
  
 
3. Vamos falar agora dos encontros e jornadas regionais de Análise do Comportamento. Teremos o XV Encontro Cearense, a VI Jornada de Salvador e tivemos recentemente ainda o I Encontro do Vale do São Francisco. Como começaram esses encontros e quais foram os determinantes históricos para a sua realização?

Angelo: Antes de vir para a UNIVASF, eu participei de uma JAC Salvador e de um Encontro Baiano de Análise do Comportamento (EBAC) – e ambos foram muito importantes para minha formação. Também participei da organização do II EBAC e I Encontro Nordestino de AC – e essa experiência me mostrou que era possível fazer algo do tipo. Quando cheguei na UNIVASF, em 2009, Christian Vichi e Mariana Souza já estavam trabalhando aqui. Então já haviam movimentações na área. E havia demanda dos estudantes por um evento do tipo. Mariana e eu organizamos um Seminário de um único turno sobre o tema ainda no início de 2009 – e a recepção foi muito boa.  A partir disso, pensamos um pouco maior e montamos em agosto de 2010 o I Encontro de Análise do Comportamento do Vale do São Francisco (que nós abreviamos para EAC do Vale) – que também foi muito bom!

Ariene: Quando eu era estudante me envolvia na organização de eventos, o primeiro deles foi o Simpósio Psi da Bahiana, que teve duas edições, em 2002 e 2003. Neste simpósio percebemos que as palestras de Análise do Comportamento ficavam lotadas e seguiu-se que um grupo de colegas não só da Bahiana, mas também da UNIFACS, interessadas em Análise do Comportamento, se reuniram e em 2004 foi realizada a primeira Jornada de Análise do Comportamento de Salvador, dentre elas estava Luciana Maria Silva, que permanece firme na organização do evento até hoje! Nesta primeira edição da JAC, eu não fui da organização, mas participei do evento, que foi muito produtivo! Contamos com a presença de professores como a Téia, O Hélio Guilhardi e a Martha Hubner e foi um sucesso! Eu entrei na organização da JAC um tempinho depois, inicialmente dava mais um apoio com a divulgação. É um evento gostoso de organizar porque a gente vê que os alunos se interessam, comparecem e atualmente tem vindo alunos não apenas da Bahia, mas de outros estados do Nordeste principalmente, o que é muito gratificante, pois desta forma conseguimos que os estudantes da região pudessem ter acesso a estes eventos sem ter que se deslocar para tão longe , nas regiões Sul e Sudeste.
 

João: Como falei anteriormente, o desenvolvimento da AC no Ceará está muito vinculado aos Encontros Cearenses de Análise do Comportamento. Depois do primeiro encontro, em 1993, importantes figuras como Roberto Banaco, Hélio Guilhardi, Maly Delitti, Denis Zamignani, Martha Hübner, dentre outros, vieram como palestrantes convidados. Com a ajuda de estudantes e graduados interessados na área, o ECEAC foi se desenvolvendo e crescendo.
 
 
 
4. Para as atuais edições, quais foram algumas apresentações programadas?

Angelo: Os destaques do I EAC do Vale foram o mini-curso sobre modelos experimentais de psicopatologia do Prof. Roberto Banaco (da PUC-SP) e a palestra sobre formação do terapeuta analítico-comportamental da Profa. Ana Lúcia Ulian (da UFBA e do IBAAC). Além disso, tivemos a apresentação de pesquisas e atividades de extensão em AC que temos realizado aqui na UNIVASF.

Ariene: A JAC desde o ano passado conta com uma sessão de painéis e passou a ter três dias de evento. O primeiro apenas com os mini-cursos e os outros dois com mesas redondas, conferências e apresentação dos painéis. A programação deste ano (e dos anos anteriores) está disponível no site www.jacsalvador.com.br Este ano contaremos com professores convidados e com professores baianos que apresentarão sobre suas áreas de pesquisa e projetos de interesse. Vale a pena conferir a programação, está excelente!

João: O tema do ECEAC deste ano é “Ética e Práticas Educativas na Contemporaneidade”, mas o evento inclui atividades voltadas para diversas áreas dentro da Análise do Comportamento. Os professores Alexandre Dittrich e Sérgio Luna farão a abertura falando sobre Ética e práticas educativas. O professor Hélder Gusso dará palestra intitulada “Análise do Comportamento em Organizações: Do operante aos complexos”, e o professor Marcelo Benvenuti ministrará mini-curso sobre comportamento supersticioso. Além desses convidados, teremos palestrantes locais e a participação de cearenses que estão atualmente estudando em programas de pós-graduação em Análise do Comportamento, em várias partes do país.
 
 
 
5. Vocês acreditam que os encontros têm alguma característica própria, algo que os distinguiria de outros encontros de Análise do Comportamento em nosso país?

Angelo: Nosso EAC do Vale é muito novo. Um bebê. Acho que ainda não tem característica própria não. Isso talvez apareça com o tempo, mas por enquanto a ideia é basicamente discutir entre nós mesmos e com convidados e gente de fora os trabalhos que temos feito aqui; mostrar para estudantes, professores e outros interessados da região de Petrolina-PE e Juazeiro-BA um pouco do que tem sido feito em AC em outros locais do país; e contribuir para o fortalecimento dos laços entre analistas do comportamento do Nordeste e do Brasil. O EAC do Vale tenta compartilhar o “estilo” mais informal e os objetivos mais voltados para a difusão da AC de muitas outras JACs e EACs que têm acontecido pelo Brasil afora – e que os diferenciam de congressos científicos como o da ABPMC e da SBP.
 
 
 
Ariene: A JAC segue este ritmo que Ângelo disse: é um evento voltado para a divulgação AC na Bahia e fortalecimento da área no Nordeste, além de discussão de temas que introduzam os alunos na nossa área. Tem sido um evento voltado para os estudantes de graduação, para que eles tenham um panorama da área já que nas universidades ainda temos poucas disciplinas de AC. Acho que o diferencial é o interesse dos alunos pela discussão, para entender os princípios teóricos da área, bem como a aplicação destes princípios nas diversas áreas de atuação do analista do comportamento. A empolgação da comissão organizadora também faz a diferença! As comissão trabalha exaustivamente e com muita dedicação e carinho para que o evento saia bem feito. Atualmente a comissão da JAC é formada por Luciana Maria Silva, Janaína Teixeira, Bruna Peixoto, Daniele Cerqueira, Juliana Machado e eu.
 

 
João: Não sei se conseguiria identificar uma característica própria do ECEAC, mas me chama a atenção é a empolgação dos estudantes da comissão organizadora. Não contamos com muitos patrocínios para o evento, e sua organização é praticamente toda feita por estudantes. Tal envolvimento resulta no contato dos alunos com profissionais mais experientes que atuam em outras regiões onde a AC conta com programas de pós-graduação. Esse contato é importante, pois motiva os recém-formados a saírem de sua cidade natal em prol da continuidade de sua formação profissional e acadêmica. Além disso, creio que um reflexo dos ECEACs é a inclusão de analistas do comportamento como professores em universidades e faculdades do interior do estado.

 
  
6. Quanto tem sido o número de participantes e qual o perfil e interesse desses congressistas?

Angelo: No I EAC do Vale tivemos cerca de 150 participantes – o limite da capacidade do auditório que usamos. O público foi praticamente todo de estudantes de Psicologia da UNIVASF. Mas tivemos participações de alguns profissionais da região e de alguns estudantes de fora da região. Pensamos em aumentar a participação desse último público nas próximas edições. Creio que o interesse principal dos estudantes era em se aprofundar um pouco em AC – além do que é visto nas disciplinas do curso – conhecer professores de fora da UNIVASF e acompanhar o que tem sido feito atualmente na área na UNIVASF.

Ariene: Na JAC, a maioria dos congressistas são estudantes de graduação, embora nos últimos três anos estamos percebendo um grande aumento na quantidade de profissionais inscritos. Em média contamos com aproximadamente 250 a 300 congressitas/ano. Começamos com aproximadamente 150 a 200 participantes e os números foram aumentando com o passar dos anos. Os participantes se interessam muito pelos trabalhos que envolvem aplicação, mas as conferências que abordam temas teórico-conceituais também são muito requisitadas.

João: O número médio de participantes está entre 250 e 300, e a grande maioria deles são estudantes de graduação dos cursos de Psicologia existentes no estado do Ceará. Muitos deles apresentam um interesse particular em AC, mas vários outros acabam tendo um primeiro contato com as propostas do behaviorismo radical no ECEAC.
 
 
 
7. E para 2011 teremos então o XX Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental e I Encontro Sul-Americano de Análise do Comportamento em Salvador! Como foi receber essa notícia?

Angelo: Essa notícia foi fantástica! Eu e todo mundo aqui na UNIVASF ficamos muito felizes! Apesar do crescimento da AC no Nordeste, muito da produção, das palestras e dos eventos ainda está concentrado no Sudeste (especialmente em São Paulo). Essa decisão da atual diretoria da ABPMC foi corajosa e veio em ótima hora! Se não nos espalharmos para fora do Sudeste, temo que fiquemos para trás. Precisamos de mais gente envolvida na área. E o Nordeste está cheio de gente muito empolgada para fazer isso! Ainda falta um pouco mais de organização e articulação regional e não temos uma tradição histórica tão forte quanto o Sudeste ou Brasília, mas temos crescido muito – e as JACs e EACs são reflexo disso. Acredito que esses encontros em Salvador consolidarão esse movimento, mostrarão o que está acontecendo aqui no Nordeste para o resto do Brasil e ajudará os analistas do comportamento nordestinos a se organizarem melhor em conjunto! Vai ser tudo de bom!

Ariene: Eu fiquei muito feliz e emocionada! Acho que este era um sonho que tínhamos desde a graduação, poder ter acesso ao principal encontro de Analistas do Comportamento do Brasil na nossa terrinha! Fantástico! E ainda veio com este presente do I Encontro Sul- Americano de Análise do Comportamento! Acho que esta iniciativa da atual diretoria da ABPMC vai contribuir muito para uma consolidação deste movimento e articulação dos analistas do comportamento tanto em Salvador, quanto em todo  Nordeste.  Concordo com Ângelo, “vai ser tudo de bom!”.

João: Não poderia ter vindo em melhor hora a realização de um evento desse porte geograficamente mais perto de Fortaleza. Durante muitos anos acabava sendo o único representante do Ceará nos encontros, e isso era muito frustrante. Já estava na hora do Nordeste sediar um encontro da ABPMC. Creio que será uma ótima experiência para todos, inclusive para a ABPMC aprimorar a gestão de tais eventos em outras regiões do país. Para os muitos interessados em AC no Nordeste, será uma chance real de poder participar de um evento de grande porte na área. Isso abre portas para novos contatos e amplia a visão do que está sendo desenvolvido e o que está por vir a acontecer no campo da Análise do Comportamento.

 
 
8. Que tipo de impacto vocês acreditam que terá a realização desse evento internacional? Vocês conseguem prever alguns tipos de conseqüências para a comunidade (local e nacional)?

Angelo: Pelo pouco que já ouvi falar da AC nos outros países da América do Sul, acredito que eles vivem uma situação parecida com a do Nordeste em relação ao Brasil. Ainda são poucas pessoas envolvidas, mas com muita gente interessada e esforçada! Acho que tentar integrar nossa comunidade à deles, só fortalecerá a todos nós. Todo contato com diferentes comunidades interessadas na mesmo área é extremamente produtivo! Nesse caso, eles ainda têm um idioma bem similar ao nosso e vivem um contexto em muitos pontos semelhantes ao nosso. Em suma, acho que não dá para separar o impacto desse evento internacional para o comunidade local do impacto que a realização da ABPMC aqui trará. Mas, em nível nacional, acho que pode criar novos laços de cooperação científica e profissional, o que seria muito bom para nossos “hermanos” e para nós mesmos.

Ariene: Sem dúvida Ângelo! Fazer novos contatos e novas parcerias com profissionais que estão mais perto! Será uma troca muito proveitosa. O Brasil hoje se configura como um dos países que mais produzem pesquisas relevantes na nossa área. Temos muito o que aprender com nossos vizinhos, mas também temos muito o que mostrar, dividir, formar parcerias pois muito conhecimento está sendo produzido pelos pesquisadores do Brasil nas mais diversas áreas de pesquisa. Acho que a realização dos dois encontros em Salvador além de permitir um acesso mais atualizado à área aos analistas do comportamento do Nordeste funcionará como uma operação estabelecedora para uma maior articulação entre os profissionais da área neste pedaço de cá do Brasil!

João: Acho que irá aumentar de forma significativa a participação dos nordestinos na ABPMC, trazendo um maior número de sócios, aumentando a curiosidade sobre as propostas skinnerianas e fortalecendo os movimentos regionais, inclusive as JACs. Por outro lado, vai ser interessante conhecer a realidade da AC nos países latino-americanos.
 
Colaboraram
Paulo Abreu
Juliana Helena 
 


 
 
 
 
  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prepare-se! (Salvador-BA, 21 a 24 de setembro de 2011

 

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