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Uma nova análise sobre a efetividade dos tratamentos no autismo
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Escrito por Paulo Abreu   
Ter, 12 de Abril de 2011 21:20

De acordo com três revisões de literatura, publicadas recentemente na revista científica Pediatrics, no autismo a medicação tem ajudado muito pouco. As terapias comportamentais intensivas continuam a ser os tratamentos mais efetivos, ainda que nem todos os pacientes respondam aos protocolos.

 

Preocupada também com essa questão, a Agency for Healthcare Research and Quality americana organizou uma comissão para examinar a eficácia dos três tipos de tratamentos mais populares: a terapia comportamental, as drogas antidepressivas e antipsicóticas, e uma enzima chamada secretina.

 

Os pesquisadores concluíram que a enzima definitivamente não funciona no autismo. Já as drogas antipsicóticas, chamadas “tranqüilizantes maiores”, podem ajudar em comportamentos disruptivos como as autolesões, mas causam efeitos colaterais indesejados, a exemplo do ganho de peso. Em casos extremos, essas medicações podem acalmar suficientemente a criança a ponto dela poder acompanhar as aulas ou a terapia comportamental. Mas as drogas não funcionam nos principais problemas que apresenta o autista, como a dificuldade de comunicação e a socialização.

 

A revisão dos estudos também mostrou que a terapia comportamental, nomeadamente a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), em uma freqüência intensiva de 30 hs semanais, expande o vocabulário da criança, aumentando suas habilidades de comunicação e melhorando seus escores nos testes de inteligência. Essas são constatações relevantes, posto que muitos doutores chegaram a afirmar que não havia muita esperança na melhora do quadro.

 

O relatório é finalizado com a afirmação de que futuramente novas técnicas poderão facilitar o diagnóstico do autismo. Tratamentos baseados no crescente conhecimento a respeito da genética serão também bem vindos.

Mas o relatório esqueceu de mencionar os avanços da ciência comportamental. O que vem por aí? A tecnologia comportamental relacionada aos processos de ensino e aprendizagem da linguagem em autistas deverá avançar ainda mais com as pesquisas sobre o comportamento verbal.

 

 Fonte: Associação Americana de Psicologia (APA) 

 

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